segunda-feira, 25 de junho de 2012

Geografia (Oitavo Ano do E.F. II) -Algumas Ideologias

LIBERALISMO ECONÔMICO / CAPITALISMO
 As teses do Liberalismo Econômico começaram a surgir no século XVI, com o objetivo claro de combater o mercantilismo, cujas práticas já não atendiam às novas necessidades do capitalismo. Os liberalistas também se opõem à intervenção do Estado na economia. Além de Adam Smith, teórico do liberalismo econômico, outros intelectuais eram a favor dessa teoria, como Thomas Maltus (1766-1834), autor de "Ensaio sobre os princípios da população", publicado em 1798. Nesse livro, Malthus defende a ideia de que a população cresce mais rápido do que os meios de subsistência. Para ele, só seria possível evitar essa desproporção diminuindo a procriação humana, ou seja, reduzindo o número de filhos dos operários.  O pensador David Ricardo (1772-1823) também era adepto do liberalismo econômico. Na obra "Princípios da economia política" (1817), ele afirma que o trabalho deve ser visto como uma mercadoria qualquer, comprada e vendida de acordo com a chamada "Lei da Oferta e da Procura". Assim, se houver muita oferta de trabalho, o preço dessa mercadoria será mais baixo, isto é, os salários serão menores.

 ANARQUISMO
-A anarquia está relacionada à ausência de Governo ou de autoridade. Hoje em dia, a palavra "anarquia" também é usada, por proximidade de sentido, como sinônimo de confusão e desordem, apesar de que várias sociedades sem governo (como os indígenas, por exemplo) convivem harmoniosamente. Entre os representantes dessa corrente, destacam-se Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865) e Mikhail Alexandrovich Bakunin (1814-1876). Proudhon afirmava que a existência da propriedade privada constituía um roubo, pois era obtida por meio da exploração do trabalho alheio. Defendia a igualdade e a liberdade para todas as pessoas, que viveriam numa sociedade harmônica, sem a existência do Estado, em que todos cooperariam com o bem-estar coletivo. Bakunin atuou em várias revoltas ao longo do século XIX (na Rússia, na Polônia e na Alemanha) e influenciou a ação de outros anarquistas (na Itália, na Espanha, em Portugal, na França e na América). Para ele, a propriedade privada dos meios de produção (terras e máquinas, por exemplo) deveria ser abolida. Tudo deveria pertencer à coletividade, formada por pessoas livres, que produziriam o necessário a sobrevivência de cada um dos seus membros.

 FONTES: "Saber e Fazer História - Consolidação do capitalismo e Brasil Império", Editora Saraiva.

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