domingo, 18 de novembro de 2012

Português (Oitavo Ano do E.F. II) - Período Composto por Subordinação (Orações Substantivas)

1-
É fundamental a sua ajuda. (período simples - oração absoluta)
 
> "a sua ajuda" = sujeito
 
É fundamental que você ajude. (período composto por subordinação)
 
> é fundamental = oração principal
> que você ajude = oração subordinada substantiva subjetiva
> que = conjunção integrante
 
 
2-
Todos entenderam a falha do rapaz. (período simples)
 
> a falha do rapaz = objeto direto
 
Todos entenderam que o rapaz falhou. (período composto por subordinação)
 
> todos entenderam = oração principal
> que o rapaz falhou = oração subordinada substantiva objetiva direta
 
 
3 -
Tenho medo de que escureça. (período composto por subordinação)
 
> tenho medo = oração principal
> de que escureça = oração subordinada substantiva completiva nominal
 
 
4 - Convenci meu pai de que meu boletim está bom. (período composto por subordinação)
 
> convenci meu pai = oração principal
> de que meu boletim está bom = oração subordinada substantiva objetiva indireta
 
 
5 - A verdade é que os alunos estudam muito! (período composto por subordinação)
 
> a verdade é = oração principal
> que os alunos estudam muito! = oração subordinada substantiva predicativa
 
 
6 - Tenho um sonho: que meus alunos passem direto. (período composto por subordinação)
 
> tenho um sonho: = oração principal
> que meus alunos passem direto = oração subordinada substantiva apositiva

Português (Oitavo Ano do E.F. II) - Classificação das Orações Coordenadas Sindéticas


A ideia expressa na oração coordenada sindética dependerá da conjunção.

1- CONJUNÇÕES COORDENATIVAS ADITIVAS

Dão ideia de soma, adição. (e, nem, mas também, como também...)

Exemplo:
A matéria não é grande, nem é difícil.

2- CONJUNÇÕES COORDENATIVAS ADVERSATIVAS

Dão ideia de contraste, oposição. (mas, porém, contudo, todavia, no entanto, entretanto)

Exemplo:
A matéria não é grande, todavia é difícil.

3 - CONJUNÇÕES COORDENATIVAS ALTERNATIVAS

Dão ideia de alternância, escolha. (ou, ou...ou, ora...ora,...)

Exemplo:
Faça o dever, ou não jogará mais.

4 - CONJUNÇÕES COORDENATIVAS CONCLUSIVAS

Dão ideia de conclusão. (logo, portanto, por isso)

Exemplo:
Tadeu distraiu-se, portanto abriu o caderno errado.

5 - CONJUNÇÕES COORDENATIVAS EXPLICATIVAS

Dão ideia de explicação. (porque, pois, que)

Exemplo:
Vá, que já são horas.

OBS: A conjunção 'pois' pode aparecer depois do verbo da oração a que pertence. Nesse caso, é classificada como conjunção coordenativa conclusiva.

Exemplo:
Gabriel faz aniversário hoje, portanto haverá bolo. > Gabriel faz aniversário hoje, haverá, pois, bolo.

Português (Oitavo Ano do E.F. II) - Período Composto por Coordenação



> Período Composto por Coordenação

As orações coordenadas podem aparecer ligadas às outras sem síndeto, ou seja, conjunção, e nesse caso classificam-se como orações coordenadas assindéticas.
Exemplo: Chegou, gostou, ficou para sempre.

As orações coordenadas também podem aparecer ligadas as outras por síndeto (conjunção). Nesse caso, classificam-se como orações coordenadas sindéticas.
Exemplo: Olho e sinto falta de algo.

Português (Oitavo Ano do E.F. II) - Análise do Período Composto


No período composto, as orações podem ser dependentes sintaticamente (período composto por subordinação) ou independente sintaticamente (período composto por coordenação).

Exemplos:

> Período composto por subordinação:
Eu quero que vocês aprendam.

>Período composto por coordenação:
Ana foi ao passeio, mas não viu nada.

AVISO IMPORTANTE!

Olá a todos :)
Terei que avisar que provavelmente (estou quase certa disso) não poderei postar toda a matéria de Geografia (incluindo os dois livros e a folha sobre desenvolvimento e subdesenvolvimento). O resto está aqui. Portanto, não fiquem dependendo do blog para estudar.
Abraços,
 Ju

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

História (Oitavo Ano do E.F. II) - A Independência da América Latina e do Brasil


I - Contextualização

Nós já sabemos que a ideologia libertária do Iluminismo desenvolveu-se, no decorrer do século XVIII, em oposição à estrutura do Antigo Regime. As ideias burguesas de igualdade, liberdade e fraternidade foram responsáveis por revoluções e movimentos políticos na Europa e na América.
Se a independência da América Latina encerrou esse período de transformações influenciado pela ideologia do Iluminismo, ela teria como causas gerais os movimentos anteriores? Sim. Quais seriam, então, esses movimentos e sua contribuição para esses processos de independência?

1- Independência dos EUA: primeira nação independente da América, sua luta influenciou os colonos ibéricos.
2- Revolução Industrial inglesa: o crescimento da produção exigia a ampliação dos mercados consumidores, contribuindo para a quebra do pacto colonial ibérico.
3- Revolução Francesa: foi responsável pela maior difusão dos ideais de liberdade do Iluminismo.
4- Guerras Napoleônicas: as invasões da Espanha e de Portugal foram responsáveis por mudanças nas colônias ibéricas, favorecendo a independência.

Também contribuiu para esses processos o descontentamento da elite colonial devido a ampliação da exploração metropolitana em função da crise do Antigo Sistema Colonial ibérico.
Concluindo essas causas gerais, é importante afirmar que os ideais de liberdade do Iluminismo - como já havia acontecido na independência dos EUA - foram apropriados pela classe dominante, composta basicamente por latifundiários. Os trabalhadores pobres continuaram sendo explorados; os negros escravizados; e os indígenas explorados ou perseguidos.

II - Os Movimentos Precursores

1- Na AMÉRICA ESPANHOLA, lutando contra as péssimas condições de vida e trabalho da comunidade indígena, destacou-se a rebelião do indígena Tupac Amaru, no Vice-Reinado do Peru (1780/1781).

2- Na AMÉRICA PORTUGUESA - o Brasil - destacaram-se as Conjurações Mineira (1789) e Baiana (1798). Apesar da luta contra a exploração da metrópole, pela independência local, esses movimentos apresentaram características diferentes:

Conjuração Mineira:
-Influência da Independência dos EUA.
-Participação da elite mineira (mineradores, latifundiários, profissionais liberais, etc.)

Conjuração Baiana:
- Influenciada pela fase radical (Robespierre) da Revolução Francesa.
- Forte participação das classes populares, incluindo negros.

III - A Independência da América Espanhola - os acontecimentos:

1- ocupação napoleônica da Espanha.

2- reação dos colonos: liderados pelos "CRIOLLOS" - brancos nascidos na América, com grande poder econômico e social - rejeitaram as ordens vindas da Espanha napoleônica.

3- formação das Juntas Governativas Provisórias: lideradas pelos "criollos", proclamaram a independência das várias colônias espanholas da América.

4- fragmentação político-territorial, com a formação de vários países independentes sob forma republicana.

IV - A Independência do Brasil - os acontecimentos:

1- invasão napoleônica de Portugal.

2- a Corte portuguesa, liderada pelo príncipe-regente D. João e apoiada pela Inglaterra, vem para o Brasil.

3- O Período Joanino (1808/1821) - Correspondendo à fase de permanência da Corte no Brasil, foi responsável por uma série de transformações importantes na colônia do Brasil:

> Destaque para as transformações econômicas:
- decreto de ABERTURA DOS PORTOS "às nações amigas": estabelecido pelo príncipe D. João em Salvador, determinou o fim do pacto colonial português sobre o Brasil. A partir daí, a colônia poderia comercializar com qualquer nação amiga de Portugal. Passou então a haver liberdade econômica para a colônia do Brasil.

- revogação do Alvará (lei) de 1795 que proibia manufaturas no Brasil.

- assinatura com a Inglaterra do Tratado de Comércio e Navegação (1810) - estabelecia impostos sobre os produtos importados, favorecendo a burguesia inglesa: 15% para os ingleses, 16% para os portugueses e 24% para as demais nacionalidades.

> Outras transformações/acontecimentos:

- declaração de guerra à França e Espanha, com a ocupação da Guiana Francesa e da Província Cisplatina;
- modernização da cidade do Rio de Janeiro: ruas, praças, construções, teatros, Biblioteca Real, Horto Real (Jardim Botânico), Banco do Brasil, Missão Artística Francesa;
- distribuição de títulos de nobreza;
- elevação do Brasil à categoria de Reino Unido a Portugal (1815); logo depois, com a morte da rainha-mãe, D. Maria I, príncipe-regente foi coroado rei de Portugal e do Brasil com o título de D. João VI;
- Revolução do Porto (1820) - ocorrida em Portugal, na cidade do Porto, e liderada pela burguesia portuguesa, exigia a organização de uma Monarquia Constitucional, a volta do rei para Portugal e a "recolonização" do Brasil.

4- A independência do Brasil também teve um caráter conservador
A proposta de "recolonização", tirando do Brasil todas as vantagens obtidas com a permanência da Corte, foi rejeitada pelo príncipe-regente D. Pedro e pela elite brasileira. Juntos, promovendo uma troca de interesses, eles proclamaram a independência. Como podemos explicar essa troca de interesses?
- não houve participação popular;
- troca de interesses entre:
1º- O Príncipe D. Pedro - ficaria com o trono do Brasil independente (dinastia Bragança);
2º- A Elite Brasileira - tinha a garantia de D. Pedro de manter seus privilégios de origem colonial, o latifúndio e a escravidão.

História (Oitavo Ano do E.F II) - O Império Brasileiro: o Governo de D. Pedro I (1822/1831)


I - Contextualização

A independência do Brasil constituiu um movimento conservador. As classes populares não tiveram qualquer participação no movimento. Ocorreu, na realidade, uma troca de interesses entre o príncipe-regente D. Pedro - que proclamou a independência - e a elite brasileira de origem colonial. Para o príncipe significou a manutenção da dinastia portuguesa dos Bragança no trono do Brasil independente. Para a elite, a manutenção dos seus privilégios, como o latifúndio e a escravidão, e a integridade territorial do país.
A partir do dia 7 de setembro de 1822 podemos dividir o governo de D. Pedro I em duas fases, sempre levando em consideração as relações entre o Imperador e a elite.

II- A 1ª Fase - a aliança entre D. Pedro I e a elite: a construção do Estado Imperial

No contexto dessa aliança, os primeiros acontecimentos que marcaram o Brasil independente foram:
a) luta contra os inimigos internos: Guerra da Independência - vitória sobre as tropas ainda fiéis a Lisboa nas Províncias do Pará, Piauí, Maranhão, Bahia e Cisplatina.
b) reconhecimento internacional: para poder estabelecer relações diplomáticas com outros países do mundo, o Brasil precisava ter sua independência reconhecida. O 1º país a reconhecê-la foram os Estados Unidos. Sob pressão inglesa, que visava o domínio do mercado brasileiro, ocorreu o reconhecimento de Portugal. Seguiram-se a Inglaterra e os demais países europeus.
c) dar ao novo Estado uma organização jurídica e administrativa: houve, então, a convocação de uma Assembleia Constituinte. Noventa constituintes eleitos de forma censitária, que representavam os interesses dos setores conservadores da sociedade, reuniram-se para discutir um projeto de Constituição conhecido como "Constituição da Mandioca" (previa, entre outros, que a renda mínima para o voto censitário seria com base no valor de pés de mandioca e propunha limitações para o poder do imperador).

III - A 2ª Fase - o rompimento das relações de D. Pedro e a elite: crise e abdicação

Nas primeiras reuniões da Assembleia Constituinte ocorreram divergências quanto a organização do Estado Brasileiro. O chamado "Partido Português" apoiava a concentração dos poderes na mão do imperador. Já o "Partido Brasileiro", com o apoio da maior parte da elite, queria controlar o poder imperial.
A reação de D. Pedro I foi imediata: de forma autoritária dissolveu a Assembleia Constituinte e outorgou a Constituição Brasileira de 1824. Entre suas principais características podemos citar:
- divisão dos poderes em Moderador, Executivo, Legislativo e Judiciário;
- contrariando a Teoria dos Três Poderes de Montesquieu houve a supremacia do Poder Moderador sobre os demais. Ele concentrava o poder nas mãos do Imperador, que poderia intervir nos demais poderes;
- o Poder Executivo era exercido pelos Ministros escolhidos pelo Imperador;
- o Poder Legislativo era composto pelo Senado (escolhido e vitalício) e pela Câmara dos Deputados (eleitos de forma censitária para um mandato de três anos);
- eleição censitária, a descoberto (não era secreta) e indireta (feita em 3 níveis);
- regime do Padroado, que transformava o Catolicismo em religião oficial e subordinava a Igreja ao Estado; etc.
A dissolução da Assembleia Constituinte e a imposição da Constituição provocaram o rompimento das relações entre o imperador e a elite. A partir daí uma série de acontecimentos foram ampliando a crise:
- violenta repressão à Confederação do Equador (movimento separatista e republicano ocorrido em Pernambuco e parte do Nordeste); seus principais líderes foram enforcados;
- temor com a recolonização: D. Pedro I era sucessor da Coroa Portuguesa. Com a morte de D. João VI ele teria direito de assumir aquele trono, unindo, mais uma vez, o Brasil a Portugal;
- forte crise econômica: explicada pela decadência das atividades de origem colonial (açúcar, algodão, etc.);
- independência da Cisplatina, que se transformou na República do Uruguai;
- constante intromissão nos assuntos de internos de Portugal: o imperador comandava do Brasil a luta contra seu irmão D. Miguel pelo trono português em favor de sua filha Dona Maria da Glória;
- críticas da imprensa contra as atitudes de D. Pedro I, culminando com o assassinato do jornalista Líbero Badaró em São Paulo;
- "noite das garrafadas": luta no centro do Rio de Janeiro entre opositores ("brasileiros") e apoiadores ("portugueses") do imperador;
- demissão do "Ministério dos Brasileiros": substituído pelo "Ministério dos Marqueses", composto exclusivamente por políticos do "Partido Português".
A demissão do "Ministério dos Brasileiros" provocou uma forte reação do "Partido Brasileiro". Uma manifestação no Rio de Janeiro exigia a sua reintegração. Essa atitude deixou o imperador isolado, perdendo inclusive o apoio do Exército. No dia 7 de abril de 1831 ele abdicou ao trono brasileiro e voltou para Portugal.

História (Oitavo Ano do E.F. II) - O Congresso de Viena


1- Reunido após derrota de Napoleão e o fim a Revolução Francesa.

2- Objetivo: restaurar o Antigo Regime europeu.

3- Participantes: todos os países afetados pela Revolução e pelas guerras napoleônicas; as decisões, no entanto, foram tomadas pelas 4 grandes potências: Inglaterra, Rússia, Prússia e Áustria.

4- Objetivos das potências:

> As potências absolutistas promoveram mudanças no mapa europeu conforme seus interesses territoriais;
> Com isso, determinadas nacionalidades europeias foram impedidas de alcançar a independência (ex: alemães, italianos, poloneses, gregos, belgas, húngaros, etc;
> Enquanto as potências absolutistas disputavam territórios, a Inglaterra expandia-se pelo mundo, dominando mercados consumidores.

5- A partir do Congresso de Viena, formaram-se dois grupos antagônicos na Europa:

> Forças de CONSERVAÇÃO: absolutistas, favoráveis à todas as decisões que visavam a restauração do Antigo Regime na Europa.
OBS: Essas forças aprovaram no Congresso de Viena a POLÍTICA DE INTERVENÇÃO: intervenções militares em áreas europeias onde voltassem a acontecer novas revoluções.
> Forças de TRANSFORMAÇÃO: oposição às decisões do Congresso de Viena; forças burguesas influenciadas pelo Iluminismo/Liberalismo; foram responsáveis por um novo ciclo revolucionário na Europa: Revoluções Liberais e Nacionais (1820, 1830, 1848).

História (Oitavo Ano do E.F. II) - A Revolução Francesa de 1789


1- Constitui a mais importante Revolução Burguesa da História:

> representou a destruição do Antigo Regime francês.
> contribuiu para a crise do Antigo Regime europeu.
> influenciou os movimentos de independência na América Latina.

2- As Causas

> Influência da ideologia do Iluminismo ("liberdade, igualdade e fraternidade")
> Crise do Antigo Regime francês: prejuízos com guerras; o sustento de uma corte suntuosa; os privilégios do clero e da nobreza; insatisfação do 3º Estado com a rígida cobrança de impostos; problemas climáticos prejudicando a produção agrícola, etc.

3- O Caminho para a Revolução

> buscando soluções para a crise, o rei Luís XVI convocou os Estados Gerais:
- Era o Parlamento da Monarquia Absolutista francesa;
- Participavam representantes dos 3 estados sociais, escolhidos pelo rei.

> Divergências entre os representantes dos 3 estados sociais:
- Clero/Nobreza: não aceitavam perder privilégios e modificar o sistema de votação dos Estados Gerais, que era por Estado Geral (3 votos);
- 3º Estado (deputados burgueses): exigia o fim dos privilégios e que a votação nos Estados Gerais fosse individual.

> Não havendo acordo, o rei resolveu dissolver os Estados Gerais.

> Reação do 3º Estado à dissolução - ocorreu de duas formas diferentes:

- Moderada: os representantes burgueses do 3º Estado resolvem criar um novo parlamento: a Assembleia Nacional; o objetivo seria a aprovação de reformas;
- Radical: revolta popular nas ruas de Paris culminando com o episódio da Queda da Bastilha (14 de julho de 1789); o objetivo era a destruição violenta do Antigo Regime.

> Conclusão: o temor do Clero, da Nobreza e do Rei com a revolta popular levou-os a ocultar a Assembleia Nacional; tal fato enfraqueceu o movimento popular e garantiu a liderança burguesa no início da Revolução.


4- As Fases da Revolução Francesa

> O tempo da Revolução: de 1789 (reunião da Assembleia Nacional e Queda da Bastilha) até 1815 (derrota definitiva de Napoleão Bonaparte).

> As Fases:

1ª- MODERADA - 1789/1792 - as transformações revolucionárias burguesas foram feitas através da aprovação de leis no decorrer da Assembleia Nacional.
2ª- RADICAL - 1792/1795 - única fase efetivamente popular; destacou-se o governo de Robespierre (1793/1794).
3ª- CONSERVADORA - 1795/1815 - a burguesia recupera e afirma, definitivamente, a liderança sobre o processo revolucionário; destacou-se o Período Napoleônico (1799/1815).

5- A Fase Moderada (1789/1792)

> as transformações - sob liderança burguesa, de forma moderada, aprovando novas leis, a Revolução se desenvolve. Destacam-se, entre outros:
- Substituição da Monarquia Absolutista por uma Monarquia Constitucional;
- Abolição das obrigações feudais;
- Aprovação de Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, que estabelecia a igualdade perante a lei, o direito à liberdade de expressão e à propriedade privada;
- Promulgação da Constituição de 1791, que estabelecia, entre outras coisas: substituição da noção de "súdito" pela noção de "cidadão" no contexto da nova sociedade liberal; estabelecimento do voto censitário; divisão do poder; adoção do livre-comércio e da livre-iniciativa - Liberalismo Econômico/Capitalismo - substituindo as práticas econômicas feudais e mercantilistas; manutenção da escravidão nas colônias; etc.

> A passagem para a nova fase - ligada a dois acontecimentos importantes:
1º - tentativa de contrarrevolução por parte das forças ligadas ao Antigo Regime (rei, clero, nobreza e forças absolutistas externas);
2º - Levante popular em Paris com forte participação dos "sans-culottes" (grupos urbanos radicais de Paris: artesãos, operários e lojistas).

6 - A Fase Radical (1792/1795)

> Com a derrota da contrarrevolução houve a proclamação da República e a formação de uma nova Assembleia, a Convenção, onde se destacaram dois grupos políticos:
1º- Girondinos- representavam os interesses da grande burguesia republicana; seu objetivo era continuar aprovando leis favoráveis à burguesia.
2º- Jacobinos- defendiam os interesses da classe média (pequena burguesia) e das classes populares ("sans-culottes"). Seu objetivo era a aprovação de reformas populares.

> Após um período de governo Girondino, destacou-se o governo Jacobino, liderado por Robespierre (1793/1794). Novas reformas, efetivamente populares, foram realizadas:
- Estabelecimento do voto universal;
- Tabelamento dos preços dos gêneros alimentícios;
- Realização de uma reforma agrária: as terras que pertenciam ao Clero/Nobreza foram divididas entre os camponeses;
- Criação da escola pública;
- Libertação dos escravos nas colônias;
OBS: Desenvolvimento do "TERROR": condenação a morte de milhares de franceses acusados de contrarrevolucionários.

> A passagem para a nova fase - ligada a três fatores importantes:
1º- Temor da sociedade com a radicalização revolucionária através do "Terror";
2º- Descontentamento da burguesia com as medidas populares;
3º- Derrubada do governo de Robesbierre pela burguesia através da chamada "Reação Termidoriana".

7- A Fase Conservadora (1795/1815)

> Foi responsável pela consolidação do poder burguês na França.

> Apesar disso, o novo governo burguês e girondino conhecido como Diretório (1795/1799) foi caracterizado por uma forte crise e instabilidade política, econômica e social.

> A consolidação ocorreu durante o Período Napoleônico (1799/1815): através de um golpe de Estado, o "golpe do 18 Brumário", o general Napoleão Bonaparte assumiu o poder na França. Este período se desenvolveu sob duas formas de governo: o Consulado (1799/1804) e o Império (1804/1815).

> Características básicas do Consulado:
- Manutenção da República;
- Realização de uma série de REFORMAS:
*Causa: a crise existente na França;
*Realização de reformas na economia (fortalecimento do capitalismo), na justiça ("Código de Napoleão"), na educação (ampliação da escola pública), etc.
*Consequências: diminuição da crise, estabilidade do país, mplantação da Revolução Industrial francesa, substituição do Consulado pelo Império.

> A estabilidade do país fortaleceu o apoio da burguesia a Napoleão e deu-lhe grande popularidade. Tais fatos explicam a facilidade com que a República do Consulado foi abolida e substituída por um Império. O general recebeu, então, o título de Napoleão I. Seu governo imperial caracterizou-se, principalmente, por uma série de guerras:
- Realização de guerras contra os inimigos da Revolução: a Europa do Antigo Regime e a Inglaterra burguesa.
- Causas da Guerra:
1ª- Política- Divergências entre a França iluminista e revolucionária e o Antigo Regime Europeu;
2ª- Econômica- Disputa entre as burguesias francesa e inglesa pelos mercados consumidores europeus: Napoleão decretou o BLOQUEIO CONTINENTAL, proibindo a Europa de fazer comércio com a Inglaterra.
- Invasões Napoleônicas - exemplos:
1º- Espanha e Portugal (Independência da América Latina).
2º- Rússia - Fracasso militar (1812/1814)

8- Conclusão

> A grande quantidade de guerras desestabilizou a Revolução; o fracasso militar na Rússia apressou o fim da Revolução.
> Após a retirada da Rússia, Napoleão foi derrotado na Batalha de Leipzig, na Prússia, por uma coligação de países liderados pela Inglaterra.
> Abdicação de Napoleão ao trono da França e tentativa de restauração do Antigo Regime (Luís XVIII). Ao mesmo tempo, foi convocado pelos inimigos da Revolução o "Congresso de Viena". Reunido em 1815, seu objetivo era a restauração do Antigo Regime em toda a Europa (exceto a Inglaterra).
> Volta da Napoleão ao poder e tentativa de reorganização do poder: "Governo dos Cem Dias". Derrota definitiva de Napoleão de da Revolução na Batalha de Waterloo (1815). A Revolução havia terminado.

História (Oitavo Ano do E.F. II) - A Revolução Industrial (Primeira Fase)


1- Iniciada na Inglaterra, a partir da 2ª metade do século XVIII (mais ou menos 1760), pode ser dividida em duas grandes fases:

- 1ª Revolução Industrial (mais ou menos 1760 até mais ou menos 1870) - depois da Inglaterra, no decorrer do século XIX, desenvolveu-se na França, na Bélgica, na Prússia (atual Alemanha), no Piemonte (atual Itália), nos EUA e no Japão.
- 2ª Revolução Industrial (mais ou menos 1870 até hoje)

2- Características Gerais da 1ª Revolução Industrial

> a FÁBRICA transformou-se no grande centro da produção;
> a utilização da máquina na produção - ex: máquinas a vapor (James Watt) e têxteis (de tecer e de fiar);
> energia = vapor;
> matérias-primas - carvão, ferro, lã e algodão.
> Indústrias mais importantes: metalúrgica e têxtil.
> Organização empresarial: existência de uma grande quantidade de pequenas e médias indústrias com grande concorrência no mercado.

3- Consequências:

> Organização da Economia capitalista na sua 1ª fase: o Capitalismo Industrial, Liberal ou Livre-Concorrencial;
> Grande desenvolvimento tecnológico gerando o aumento da produção e o lucro;
> Ocorreu uma revolução nos transportes (navios e locomotivas a vapor) e na agricultura (novas tecnologias);
> Vários tipos de poluição;
> Fortalecimento do Estado Capitalista e Burguês, "Democracia Liberal";
> Formação de uma nova classe social: o PROLETARIADO ou OPERARIADO;
> Organização definitiva da Sociedade Liberal:
1ª Classe - Burguesia: classe dominante, proprietária dos meios de produção (fábrica, máquina, matéria prima, etc.), concentra toda a riqueza em suas mãos.
2ª Classe - Média ou pequena burguesia.
3ª Classe - Proletariado: trabalhadores das indústrias; não possuiam qualquer tipo de propriedade; está submetido a péssimas condições de vida e trabalho:
- baixos salários;
- longa jornada de trabalho;
- exploração do trabalho feminino e infantil;
- péssimas moradias.